quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

O devorador do parque - parte III

Assim que a porta se fechou o primeiro som que ouviram foram de passos fortes e marcantes. Passos pesados esbarrando sobre os entulhos abandonados naquele brinquedo.
- Nossa Senhora me proteja! - cochichou Mia.
-Deve ser alguém afim de nós assustar! - disse Marcos.
Leonardo mirou o seu celular para um lado  e ao iluminar uma barra de cano jogada ao chão apanhou e poi-se em guarda.
- Calma ele pode estar armado! - disse Evelin.- Vamos nos esconder. Não façam barulho.
Se ajeitaram por ali mesmo. Enquanto os passos intensificavam-se, incomodando, irritando.
-Maldito - disse Marcos.
E  então Mia gritou desesperadamente sentira a mão gelada te tocar e tentou correr. Mia não contava com a força de quem a segurava e derrepente se calou. Todos ouviram o seu pescoço frágil ser quebrado como se quebra um galho.
- Desgraçado! O que você é! - gritou Evelin.
Leonardo direcionou o seu celular na escuridão, ao som de uma voz rouco rangendo, grunhindo e  pode se ver  um rosto assustador. Leonardo deixou cair o seu celular, e novamente a escuridão e a imagem daquele rosto perseguindo-os. Um rosto humano, gélido sem expressão apenas a maldade, o desejo de comer a carne de cada um.
Desesperados, saíram cada um para um rumo, enquanto aquela criatura tomava Mia  morta em seus ombros e a levava para um canto. Teria tempo para pega-la depois. Agora havia de pegar mais alguns.