terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

O devorador do parque. - parte V.

Leonardo correu sobre as coisas, tropeçando, esbarrando. Estava desesperado, e sem a luz do celular para iluminar o desespero aumentava. Todo o maldito lugar parecia maldito e próprio daquela horrenda criatura. E por mais que tatease, buscasse, não havia saída. Tudo estava cercado, propositalmente como a uma armadilha para pegar animais. Aquele brinquedo tinha apenas uma entrada e não tinha saída. A entrada da vitima que seria caçada, morta, devorada.
Derrepente  uma música do Sepultura, tocando num celular. Era Evelin. Não faça isso Evelin, desligue esse celular, quis gritar Leonardo para salvar a amiga. Mas a musica parou, e apenas um grito.
E em seu desespero e horror de toda a situação. Leonardo saiu correndo, valendo a sua vida. Caiu se levantou continuou correndo não podia mais ficar ali, não suportava mais.  Corria, e rapidamente alguns pequenos raios de luzes, entrando por frestas. Depois escuridão, desespero e horror. Correu. Correu.
E passou pela criatura levando Evelin, nos ombros.
Maldito.
O devorador deixou Evelin morta no chão e saiu em busca de sua outra presa. Leonardo. Esse parecia mais apetitoso porque era mais corajoso. Corria para sobreviver. Não podia perde-lo.
Leonardo, correu e em seu desespero encontrou a entrada, correu em desespero parque afora, iria encontrar ajuda salvar os amigos.
Mas parou respirando.  Talvez ninguém acreditasse em suas palavras e poderia até ser incriminado pelas mortes dos amigos. A distancia que estava, ofegante olhou para o brinquedo e viu o devorador na porta do brinquedo esperando-o. A noite escondia o seu rosto, mas não a silhueta de seu horror.
E calmamente o devorador, entrou para dentro do brinquedo novamente com a mais saudável tranquilidade.
Leonardo, jurou destruir aquele parque.