sábado, 12 de março de 2011

A ilha noturna.- parteII.

O mistério da neblina intensa.

O mar havia devorado  K, e agora Rafa e Taro  após a noite mal dormida na caverna sombria , sabiam que teriam que conhecer a ilha e descobrir um forma de saírem dali. Mas o dia parecia não ter chegado. Assim que saíram da caverna os seus olhos  não enxergavam nada além de uma neblina intensa e que impedia de ser ver além de um palmo, Era uma neblina fria, umida. E Rafa e Taro, estar um ao lado do outro era uma atitude de sobrevivência.
Caminhavam palpando a tudo. As vezes eram animais asquerosos que se moviam silenciosamente. Árvores grandes, secas, apodrecendo. Sutilmente  uma força  quente passou pelos dois, esquentando-os.
- O que foi isso irmão!
- Acho que algum ar quente, sei lá. Vamos continuar.
- Mas para onde. Não podemos ver nada nessa neblina.
- Temos que tentar com cuidado porque...
- Estou com fome.  E sede...
- Eu também.
Estranhamente a ilha mostrava um silêncio arrepiante. Nada de pio de pássaros, uivos de macacos barulho do mar. O mar também estava em silêncio.
- Estamos próximo do mar. Sinta a água. E ele esta quieto. Calmo.
- E essa neblina ! Nunca vai passar!
- Há quanto tempo será que estamos andando.
- Não sei! Horas, o sol ele nem aparece.
Então sentaram próximos um do outro sobre a área. E sutil com o tempo de um entardecer a neblina foi se dissipando e a noite cinza e feroz começou. O mar ficou bravio, tudo mais claro como a noite pode promover tal claridade. E  incrivelmente se pode perceber algo assustador.
- A neblina é o dia, ou a noite é o dia. O mar esta revolto, o vento voltou, ouças alguns pios e uivos. Tudo esta acordado nessa ilha com o fim da neblina.
- Estamos no inferno. - disse Taro.