sábado, 5 de março de 2011

A ilha noturna!

1.    Era a onda perfeita! Rafa , K, Taro, estavam ansiosos para pega-la. Puseram-se em suas posições nas pranchas e esperaram que ela a grande onda os atingisse, os tomasse em sua força.  Tinham  enfrente aos seus olhos o continente , a praia com todos esperando o surfe tão esperado  na grande onda tão desejada.
Ela então veio, feroz tomando a todos rebatendo-os. Tomaram a sua crista, elevando-se a cinco, seis, sete metros e deslizaram absolutamente encantados . Surfaram! E então ela se vingou, da imensidade de seu poder, do propósito de sua existência. Derrubou-os. E se foi. Desfei-se como magia!  Deixando-os mergulhado no imenso silêncio das águas profundas. Mas eles se recuperaram tomando as suas pranchas, o ar, o oxigênio e quando deram por suas razões era noite. Um noite, estranha, cinza, sem estrelas nítidas no céu como seria  normal naquele verão.
Olharam para os lados, e viram que o continente havia desaparecido. 
Havia apenas uma ilha, grande e escura como aquela noite.
-Vocês estão vendo o que eu estou vendo?-perguntou  K.
-Acho que batemos a cabeça  fortemente. Nós três! - disse Taro.
- Vamos nadar até a ilha. Depois veremos o que aconteceu! - disse Rafa.
Cansados  chegaram a praia da ilha com as suas pranchas. O mar que até então parecia calmo, começou a ficar revoltou. Marolas, ondas, onde ventos repentino trouxeram uma tempestade.
- Cara, olha para isso!  O que está acontecendo!- disse assustado K.
-Vamos procurar algum abrigo.A tempestade sempre trás raios e ficar na praia é roubada! - Disse Rafa.
Todos concordaram e mesmo não conhecendo a ilha foram penetrando até uma caverna  escura e fria.
-Vamos ficar sempre juntos! disse  Taro.
Um silêncio persistente
- O que está acontecendo, meu Deus. O que isso! Porque estamos aqui! Que ilha é essa! - desesperou-se K.
Rafa o  abraçou.
- Calma amigos, estamos juntos.
- Como podem estar calmos com tudo o que esta acontecendo.- insistiu K
-Sobrevivencia, amigo, sobrevivencia.- Disse Taro.
-Meu Deus, não não é possível. Será que morremos.É a morte, estamos todos mortos.- K em seu desespero não suportou a escuridão da caverna e preferiu a tempestade. Correu de volta para a praia e  antes que Rafa e Taro o impedisse, K mergulho no mar revoltou.
Rafa e Taro, gritaram por ele. Mas a tempestade intensificou-se e  K sumiu no mar revolto e  com uma cor cinza, feroz, devorando tudo que se aproximasse.  Taro e Rafa tinham que voltar para a caverna, não sobreviveriam aquela tempestade. Agora era somente os dois.