sexta-feira, 8 de abril de 2011

A ilha noturna. - parte VI


 K, o amigo que virou anjo.


       Assim que encontraram o amigo K,  Rafa e Taro entenderam aquela força que os tomavam também. E agora  com esforço desumano jogavam aquelas bruxas para longe de seus corpos. Elas com sede de tê-los cravava as suas unhas sobre os seus corpos sangrando-os onde o sangue pingava levado pela brisa da altura.  K, então com uma força estranha tocava os corte e os cicatrizava. A amizade falava alto, tão alto e longe do que a ilha pudesse atingi-los. E com a ira de suas irritações as diabas os atacava gritando com estrondosa voz horripilante. E para elas não havia limite.
- Meus amigos!- disse K - Só há uma forma de se livrarem dessas diabas. Se joguem no mar. Não temam. E confie em mim. Elas por alguma razão temem o mar. 
- Malditas. - disse Taro.
E a confiança  prevaleceu. E ao aceitarem  a proposta do amigo, K  que irritando ainda mais as diabas os levou para próximo do mar entrando na escuridão que tomava a ilha envolvida num nevoeiro e cercada pelo mar negro. Sob os gritos das diabas desesperadas, Taro e Rafa  se jogaram. 
A água do mar abaixo da superfície era quente, como o mar que freqüentavam e depois de mergulhar fundo submergiram olhando um céu claro e amigo. O sol lhes pertencia novamente e a mão de K começou a tirar os seus corpos da água. Levando-os para o alto. Taro e Rafa sentiram que realmente estavam mortos agora. 
- Então é verdade! - comentou Taro.
- Não importa! Não tenho mais medo! Me sinto livre como nunca imaginei ser possível.- disse Rafa.
- Podemos flutuar, voar pelo mundo. - comentou K.
- Mas e a ilha!
- Nunca esqueça da ilha  Taro. Ela foi uma experiência para nunca se esquecer. Aquelas diabas aprisionam almas que caem lá. Homens, mulheres, crianças, animais, árvores, peixes, plantas. Elas colecionam mortos. E vocês estariam preso naquela ilha se transassem com elas. Porque ao transar com as diabas,entraria nelas e lhes daria a alma . Como aqueles que estão lá. Elas se fazem de homens ou mulheres, pais ou mães, somente para ter as almas.
- Mas temos que salva-los.
- Não temos esse poder, Rafa.- disse K.- 
- Então eles ficaram lá para sempre.
- O tempo aqui, não é igual ao que conhecemos. Acredito que cada um que está lá tenha um anjo, e quando ele acreditam no anjo se salvam. Assim como vocês acreditaram em mim.
Todos sorriram.
- Eu gostaria de salvar ao menos um daquela ilha. Eu sinto que posso.- disse Rafa.
K olhou para Taro.
- Então vamos tentar!- disse K.
Taro concordou.