sábado, 14 de maio de 2011

A ÚLTIMA RUA - parte-III

 
Aquelas pessoas mortas insistiam demoradamente com seus olhares para a última rua, e como a uma energia em que eu não pode controlar , então como se todas aquelas mãos me empurrassem para a última rua comecei a caminhar. Era um energia num silêncio  dominante daquelas pessoas mortas, e como um rato nas garras de uma gavião eu era levado sem pode me mover. Tudo estava parado, ave alguma cortava o céu. E mesmo que azul estranhamente o céu começou a transformar-se em meus sentindo, não era mais o céu, na era mais a cidade nem mesmo era eu. Era o toque da morte me levando para a última rua.E lá estava eu na última rua não sabendo o que fazia ali e vendo apenas um imenso pasto depois dos paralelepípedos que calçavam ao rua.  E até onde os seus olhos podiam enxergar não existia mais nada.
E então como vinda do nada e trazendo as trevas uma casa apareceu. Uma casa sombria imensa uma dessas  casas típicas do senhores fazendeiros da região e que herdaram de seus avós, fazendeiros donos de escravos. Fui sendo empurrado para a casa, sem mover um músculo sequer. Podia se ouvir gritos enquanto a porta de folhas imensas de madeira nobre se abriam, negras e quentes. A força daqueles mortos me levou para a casa. E derrepente ao olhar para atrás não vi mais o mortos, mas a imagem assustadora de demônios avermelhados com lanças afiadas guardando a sua saída.
E estranhamente não tentei correr, já não tinha mais força alguma sobre o meu corpo ao mesmo tempo em que uma consciência  de que agora eu era dominado se concretizava claramente.E estranhamente não me lembrei de oração alguma apreendida nas igrejas. E também não quis rezar.
E pisando então nas imensas salas da casa onde o assoalho parecia ranger juntos com gritos de dores, a vi enfrente de seu trono  todo roxo e dourado. Era uma mulher linda e exuberante que o ouro e diamantes que vestia não tirava a atenção de sua beleza. Jovem e com olhar penetrante me fez aproximar.
- Sempre fui Soraia, nunca mesmo antes  houve outro nome em minha vida. Soraia. - disse Ela, com a voz doce e forte.
- Eis uma rainha! - perguntei.
- Hum! gostei disso. Um homem que não me teme e reconhece o meu valor! - Ela disse.
E não sei porque eu disse aquilo.
- Sabe porque está aqui!
- Porque você quer a minha alma!- Assustadoramente eu sabia aquela resposta e mesmo assim não temi.
-E não temes por isso!
- Não posso temer uma mulher que desejo!
Ela então  desfez o seu sorriso e  fechou as mãos como que se protegendo.
- O que diz!
- Soraia, não pode ver em minha alma que sempre esteve nela.  Eu sempre te desejei.
-Cala-te. - Ela gritou desesperada.
- Não sente o que sinto. Em meus desejos em minhas fantasias sempre habitou. Não posso teme-la, eu quero te ter. Ser seu, vamos leve a minha alma...leve o meu amor...
- Desgraçado não diga isso. Não pode trazer sem não o medo, a dor, o pavor nesse reino. 
- O amor então é proibido!
- Desgraçado cale essa boca. Não diga essa palavra...
Eu a enfureci e ela se desfez em chamas....eu fiquei só na sala.