domingo, 8 de maio de 2011

A ÚLTIMA RUA.- parte-lI


 Eu sai correndo com o meu carro e pelas ruas ia vendo as casas todas fechadas, mas se podia perceber os vultos de pessoas mortas atravessando as paredes e me olhando com um olhar de pena como se eu fosse o próximo a estar ao lado deles. Me lembrei daquela famosa frase que minha avó dizia." É preciso sorte na vida, até as flores precisam de sorte,porque umas enfeitam a vida e outras enfeitam a morte". Eu não podia contar somente com a sorte, teria que contar com a minha força de sobreviver e por isso ia engolindo o meu medo de ver aqueles mortos e estar ali naquele sonho ou realidade macabra, tétrico. Mas alimentando o meu medo de morrer o que me impulsionou o meu desespero de sair daquela cidade. E o mais incrível e inacreditável é que todas as casas,que se olhava os mortos, os moradores dessas casas iam aparecendo. Pai mão, filhos e filhas avós e avos, todos apareciam pelas paredes ou sentados em suas varandas e muros. Terrível de se ver, assustador. Mas ai então subitamente parei o carro. E deixando o medo de lado pensei, o porque toda a cidade estava morta? O que havia acontecido que os matara.
Abri a porta do meu carro e sai, e fiquei enfrente ao carro e as vi aproximando de mim, o medo se foi, porque elas, famílias inteiras não parecia assustadoras. Eram pessoas mortas.Apenas isso.E então das casas, saiam outras pessoas, com roupas de épocas de distante gerações passadas que foram morrendo e suas almas permaneciam no mesmo local.
- O que está acontecendo! Vocês querem me dizer algo!
Não falaram palavra alguma, não podiam falar. Mas apontaram para a última rua a poucos quarteirões de onde eu estava e era para lá que eu deveria ir.