domingo, 25 de setembro de 2011

O vermelho revelador. parte II - Uma história de amor entre almas.



Subitamente ela sorriu.
- O senhor está passando bem?
- Sim? Essa cidade é muita quente.
Ela me olhou profundamente.
- Vamos a consulta!- eu disse
- Na verdade é o senhor que precisa de uma consulta.
Eu sorri.
- Diadora, é meu nome. E creio que já me viu antes.
- Desculpa, mas eu não me lembro. É um prazer Diadora.
- Ora , se esforce um pouco....- ela  disse delicadamente.
E então apaguei completamente. Mas  a sua voz penetrava em minha alma, em meus sentidos como uma força que me sufocava. Acordei em seguida e  ela tinha se ido. Me levantei fui até a sala de espera e não havia ninguém, procurei pela casa todo e nada. E quando olhei para o quadro, o vermelho estava mais vivo do que nunca. Acreditei estar passando por algum stress, algum desconforto emocional por ter  mudado de cidade, de vida, de ares.
Fui para a casa, jantei, falei com minha esposa e no dia seguinte na clínica a secretária me cumprimentou com um bom sorriso.
- Hoje temos três clientes.
Era uma notícia muito animadora, e ao olhar para o quadro o vermelho estava mais vermelho do que antes.
A primeira cliente chegou. Nos apresentamos e  ela parecia desconfortável, oferecia água ou café ela recusou e ficou olhando para o quadro.
- É um quadro bonito!
Ela apenas olhou para ele e não disse nada. Depois se virou para mim.
-Vamos a consulta. - disse um tanto triste.
E depois da consulta se foi.
A segunda cliente agiu da mesma forma, entrou cuidadosamente, se apresentou, olhou para o quadro em silêncio e se foi depois da consulta.
A terceira cliente, entrou se apresentou, olhou para mim e não ficou sentada olhando para o quadro. Se aproximou dele.
-Que cor vermelha mais linda!
- É um belo quadro!
- Belo?- ela se virou e olhando com espanto para mim se aproximou.- O senhor não sabe a história desse quadro! Dessa casa! E de quem aqui morou!
Eu fiquei surpreso.
- Não!...
- Eu e minha amigas estávamos loucas para ver esse quadro. Elas ficaram com medo, entraram ainda a pouco. Eu não tenho medo não. Acho o amor seja ele qual for a coisa mais linda do mundo.
Eu então quis saber daquela história.