quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

O vermelho revelador- um amor entre almas.- parte final.


Eu tinha que encontrar o meu pai? Mas por quê? Perguntei-me e por um instante eu hesitei. Aquilo tudo era demais para mim. O espírito daquela mulher, toda a sua história, e mais o fato de eu descobrir que sou adotado e que meu pai  viveu um amor e que agora ....

Não, não, não. Tomei a consciência de que tudo é muito fantasioso e ao deixar a minha sala

Encontrei as três mulheres, olhamos demoradamente.

- O que foi? – perguntou uma.

- Eu não posso fazer nada disso, não posso deixar a minha família a minha carreira e ir atrás de um cara que um espírito me disse ser o meu pai. O Brasil é um continente não é um pais pequeno, levaremos anos para encontrar esse cara e além do mais...

- Nos estamos aqui para ajudar. Essa história merece um final feliz, nem mesmo que for entre um morto e um vivo.  – disse uma mulher.

- A vida sempre tem uma jogada a mais em sua manga. – disse a outra.

- Mas o que ela quer afinal com o meu... Esse cara. – eu perguntei.

- Reparar todo erro talvez, dizer que o ama e que mesmo tudo o que aconteceu não a impede de dizer que o ama...

- Eu não posso, eu...

Eu não disse nada, um choro leve de criança começou a expandir pelo consultório. E foi intensificando. Nos quatro ali olhamos um para o outro e percebemos que o choro vinha de dentro da minha sala. Cuidadosamente fomos para lá abri a porta e choro ficou mais intenso, nítido, desesperador e acalentador.

Em nossa frente então, sobre o painel vermelho ela começou a materializar-se trazendo ao colo o seu filho, recém nascido nu, como haviam abortado.

- Ele quer o pai, precisa do pai. Eu não posso sair daqui desse consultório. Foi aqui que o mataram e eu matei. Traga o seu pai aqui, e só assim teremos  sossego. E você também.

Eu engoli seco e olhou para a criança e para ela, a dor daqueles dois me doeu também.

- Vocês estão vendo  e ouvindo? Eu perguntei para as três.

Elas confirmaram que sim.

- Eu desde criança ouvi essa história e a história que podemos ajudar a ter um final feliz.

- Vamos encontrar o seu pai.

- Nem que seja a ultima coisa que faremos nessa vida.

As três mulheres disseram em lagrimas.

Eu então concordei e ao concordar a criança parou de chorar. E fomos atrás de meu pai. Por mais que isso me causasse algum transtorno e problemas com a família e profissional, não era nem um pouco parecido com a dor de meu pai, daquela mulher e da criança. Se pudermos fazer um pouco pelo outro, o mundo parece melhorar.