Mostrando postagens com marcador Sofia Boutella. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Sofia Boutella. Mostrar todas as postagens

domingo, 14 de outubro de 2012

O mistério de uma música

Arnaldo e Juliana se apaixonaram pela casa a primeira vez que a viu. E como estava para comprar uma, não tiveram duvidas. E depois de comprar fizeram pequenas reformas: Trocaram algumas janelas, pintaram a fachada de uma cor mais alegre e por fim se mudaram. Estava feliz com a casa, muito feliz. O tempo passou e com os ouvidos se acostumado com o ambiente depois de algum tempo perceberam que uma musica bastante distante chegava até os seus ouvidos todo final de noite e começo de madrugada. Lá pela meia noite, quando o transito da cidade está mais calmo e se pode ouvir o silêncio da noite.

A princípio se ignorou, mas com o tempo isso foi ficando evidente demais. Audível claramente. Arnaldo e Juliana, então começaram a presta a atenção. A música era emocionante a melodia envolvente e assim mesmo que toda a noite se ouvia a mesma música não enjoava. Não era uma música cansativa.

- Deve ser de alguma casa vizinha. - disse uma noite Arnaldo. - Juliana concordou

E assim se acostumaram com a música todas as noites.
E numa noite quando voltavam de uma festa ao estacionar o carro na garagem já a alta   madrugada, então ouviram novamente a música ali além das paredes da casa, no pequeno jardim da casa.

- Ouça Arnaldo! – disse Juliana com cuidados.
Arnaldo sorriu.

- Amanhã é Sábado mesmo podemos ficar aqui ouvindo essa musica mais um pouco e quem sabe até dançar.
Juliana concordou. Então começaram a dançar. Estavam felizes.
Derrepente Juliana se espantou.

- Olhe para essas rosas! Nunca as vi assim tão imensas e vermelhas.
Arnaldo ascendeu à luz. E a luz clareou as rosas. No pequeno jardim que sempre esteve ali, nunca notaram as rosas vermelhas e vividas como elas se mostravam naquela noite.

- Olhe só. O pé todo é vermelho até as folhas e os espinhos.

- Estranho durante o dia são verdes. - disse Juliana.

Derrepente a música parou de tocar. E as rosas começaram a murchar sobre os olhos surpresos e espantados de Arnaldo e Juliana.  As rosas então murcharam  todas as pétalas caíram e o vermelho dos caules, das folhas e dos espinhos, recuou para a terra, deixando a roseira de folhas verdes novamente e sem rosas.Espantados Juliana e Arnaldo ficaram ali olhando por algum tempo e depois voltaram para dentro de casa tentando imaginar o que acontecia com a roseira e a música.

E atônitos resolveram esperar a noite seguinte para ter certeza de que não estavam loucos.

Olá, se você gostou dessa história e quiser contribuir com qualquer quantia eu agradeço. E se não quiser contribuir, tudo bem, espero que tenha gostado. Obrigado.


Faça um Pix de 10,00 reais  no CPF 17884358859 - Conta Bradesco. 



Brasil
Minha conta
Banco Bradesco.
Conta Corrente. - 500946 -4
Agencia - 3034-1

Ulisses j. F. Sebrian

Hello, if you liked this story and want to contribute any amount I thank you. And if you don't want to contribute, that's fine, I hope you enjoyed it. Thank you.
Brazil
My account
Bank Bradesco.
Conta Corrente. - 500946 -4
Agencia - 3034-1
NOME: ULISSES JOSE FERREIRA SEBRIAN
IBAN: BR4460746948030340005009464C1
SWIFT: BBDEBRSPSPO
BANCO BRADESCO S.A.


Deixe um comentário.

Obrigado. 

terça-feira, 6 de março de 2012

Amigos do Além.

Amigos do além

Vivíamos juntos e por muito tempo na paz, como dizem por ai. Eles eram quatro e apareciam  vez por outra , mas todos os dias, em espelhos, tv’s, reflexos em vidros, no vapor do Box . Quase sempre estavam apenas olhando. Eu tinha certeza que estavam cuidando de suas vidas. Ops! Desculpem-me! Estavam cuidando da vida após a morte. Sim eram fantasmas ou espíritos ou talvez fruto de minha imaginação.

Mas o fato era que viviam em minha casa desde que eu tinha 7 anos de idade e minha família ali se instalou.

     Eu nunca tive medo deles: Três mulheres e um homem todos da idade que não parecia ser exata. Às vezes parecia jovens outras vezes velhos. Nunca se comunicaram comigo ou qualquer outro membro de minha família. Não se comunicavam fisicamente, mas estavam sempre nos olhando.  Às vezes sorriam, outras vezes pareciam tristes.  Nos os vivos não sabíamos quem eram eles, nem o que faziam entre as paredes de nossa casa, os cômodos os moveis e nós.  E com o tempo fomos acostumando e nem nos importávamos mais.

    Meu Pai e minha mãe os viram algumas vezes, mas também nunca os temeram. Não comentávamos sobre eles com mais ninguém, como um segredo de família. Ou talvez por tememos que as pessoas se afastassem de nós por causa deles. Talvez esses espíritos também tivessem esse medo e por isso não se comunicavam conosco.

    Um dia meu pai foi transferido para outra cidade, minha mãe o acompanhou e eu permaneci na casa. O meu trabalho e minha faculdade não me permitiram acompanhá-los. E então fiquei só na casa com os espíritos ou fantasmas.

E como disse no começo vivíamos em paz.

    Eu então comecei a namorar. Era uma menina que eu estava de olho faz tempo. Já tive outras namoradas e as trouxe para a casa. Assim como os meus pais os espíritos souberam respeitá-las. Nunca apareceram para elas, fosse nos  espelhos, vidros ou no vapor do chuveiro.

Mas com a nova namorada a coisa mudou. Desde o primeiro instante em que a trouxe para a casa. Primeiro veio um silêncio assustador.  E derrepente no pé de minha cama abraçado a ela em plena noite, eu os vi! Os quatro aparecerem com o rosto transtornado, me recriminando por ter feito algo muito sério. Não disseram nada e se foram.

Aquilo me intrigou.

      Depois as demais vezes que  trouxe essa nova namorada. Alguns vasos se quebraram. A luz se apagou. E alguns deles dera um tapa bem dado na cara da minha namorada. Ela ficou chocada, porque sabia que não poderia ter sido eu. Eu estava na cozinha e ela no quarto.

Estranhamente a minha namorada não se importou e voltou mais vezes.

E os mesmos fenômenos voltaram acontecer toda vez que ela entrava em casa.

Eu pensei seriamente que era hora de exorcizá-los.  Estavam passando dos limites, talvez por ciúmes ou o tempo deles estivesse se acabando naquela casa.

E foi numa noite que o mais incrível e assustador aconteceu.

A minha namorada apareceu com o rosto tenso, sem muito carinho para mim. E quando ela entrou na casa. O silêncio dominador se desfez com o seu grito. O quatro espíritos ou fantasmas apareceram na sala, frente aos olhos dela. E com o desejo de devora - lá.

Ela se desfez do susto e  sacou uma arma apontando pra mim.

    - Mas porque isso. O que está acontecendo! – eu perguntei.

    - Venha comigo! Isso é um seqüestro. – Ela disse.

E então os quatros fantasmas desapareceram.

E na sala dois homens entraram.

    - Vamos leve ele. - ela disse.

Mas não conseguiram.

Moveis começaram a voar sobre eles a distancia de milímetros passando por mim. Eram cadeiras pesadas, que se quebravam sobre aqueles dois homens derrubando-os.

    - Peça para  pararem se não eu atiro em você. – Ela me disse, apontando a arma para mim.

Eles não pararam e ela atirou em mim.  Cai desfalecido, vendo os meus amigos espíritos mais de perto. Agora eu me sentia um fantasma. E vi a minha namorada, por quem eu estava dando os meus sentimentos ir embora. Correndo para se salvar da polícia.

Aquiles espíritos não eram fantasmas assustadores. Eram pessoas como nós que viveram em diferentes épocas naquela casa e cada um com a sua história. E porque ainda estavam ali? Nem eles mesmos sabiam, mas sentiam como uma ordem dos céus que teriam que permanecer ali por algum tempo.

      Na verdade, eles não queriam que eu morresse. Ficaram furiosos com a aquela minha namorada  para me proteger, eram os meus anjos da guarda. Eles sabiam da intenção dela.

E não morri. A polícia chegou me socorreu, prendeu os dois homens caídos ao chão e mais tarde prenderam a minha namorada. Todos faziam parte de uma quadrilha de estudantes de classe média que seqüestravam por dinheiro, para a boa vida com drogas que levavam.

Meus pais voltaram e certificaram de que eu estava bem. Eu contei toda a história, e juntos não tivemos duvidas de que aqueles espíritos eram nossos anjos da guarda.

Voltei para casa, agora tudo estava em paz novamente.

E daquele dia em diante eu só namorei as meninas que os meus amigos espíritos consentiam.


Olá! Você gostou desse conto?
Deixe um comentário.
Você pode contribuir para o blog com uma doação.
Faça um PIX  - CPF 17884358859 - Banco Bradesco. 
Qualquer valor e bem vindo 

domingo, 11 de setembro de 2011

A noite mais longa de minha vida.

A primeira vez que cozinhei para o demônio.

Na cidade de São Paulo, nas noite de Junho o frio é intenso e desagradável como todo frio. Como sou chefe de cozinha, deixei o restaurante as duas da manhã e quando voltava para a minha casa, o meu carro parou bem  próximo a um terreno baldio. Eu fiquei com  medo de ser assaltado, mas não tinha jeito tive que sair e ver o que era. As ruas estava desertas pelo frio, as luzes da iluminação pública estranhamente mais foscas, só não havia nevoeiro. Mas nem precisava. Derrepente tudo começou a ficar denso, escuro, e quando corri para o meu carro a porta se fechou. Fiquei paralisado, tentando entender o que estava acontecendo. E  as minhas vistas escureceram de vez e cai acordando num lugar repleto de ouro, diamantes, e sangue, muito sangue. Me levantei sentindo o nada.
Então uma voz calma se materializou perto de mim.
- Acho que sabe quem eu sou? - me perguntou irônico.
Concordei.
- Mas o que fiz! Porque estou no inferno!
- Não se preocupe. ainda é um homem  ficha limpa, aqui comigo. Apenas pedi permissão para trazê-lo porque é um cozinheiro renomado e preciso que faça um prato pra mim.
Eu não acreditei naquelas palavras, Não acreditei na situação. E então ele, se aproximou-se.
- Por favor. - me pediu com gentileza.
Eu então o vi um pouco mais humano, e  me dispus a cozinhar para ele, me perguntando o que o Satã comeria.
- Porque tantos objetos de ouro, diamante e sangue! - perguntei.
- A cobiça dos homens,  ouro e diamantes e todo o sangue causado por eles. Acabam sempre aqui comigo e não sei o que faço com tudo isso. Na realidade o inferno é um deposito de coisas que não presta. Não vejo a hora de começar um programa de reciclagem.
Disse ele, e  então entramos numa imensa sala e ele se materializou. Pisando com seus cascos num tapete feito com a pele de Hitler, e tomou um crânio da cabeça de Josef Stalin onde me disse que bebia, uma batida de soldados americanos que estupraram meninas no Iraque, pedófilos , homofóbicos, traficantes e ditadores latinos americanos. E todos estavam vivos, Hitler sentia a dor de ser pisado, Stalin abria e fechava os olhos a cada gole de seu crânio e os demais, gritavam de dor na barriga de  Satã.
- Eu estou sempre variando, esses. As vezes Stalin vira tapete, Hitler cálice,  e to sempre cagando o Pol Pot .
Eu pensei que tudo aquilo fosse uma lição para mim, e já mais queria estar ali.
- Ora não se preocupe, o ser humano sempre terá um espaço aqui. - disse ele lendo os meus pensamentos.
- Não, não posso fazer nada contra o meu semelhante nem tão pouco contra a mim mesmo.  - disse-lhe.
Ele sorriu.
- Mas não vamos falar disso agora. Eu o trouxe para cozinhar para mim, com a permissão do Senhor.
- Eu não sei se posso.
- Vamos até a cozinha.
E lá chegando, Bin Ladem estava dependurado de cabeça pra baixo junto com outros terroristas e criminosos de guerra.
- Há muito para vir aqui ainda. eu preciso come-los rápidos.
- Mas eu não posso.... não posso cozinhar um ser humano.
- Mas eles cozinharam tantos.... queimaram gente inocente com seus atentados, bateram em mulheres até matar. Porque não pode cozinha-los para mim.
- Porque não sou igual a eles. Sinto muito.
- Ora seu merda, seu fraco..... - disse o demônio irritado  e rapidamente pegou aqueles homens ainda vivo e jogou sal e pimenta e começou a come-los vivos,  olhando demoradamente para mim. Eu,  não pude resistir a cena e cai.  Acordei na cozinha do meu restaurante e  fiz um rizoto com castanha do Brasil e uma sobremesa com sorvete de açaí e ofereci a ele o demônio.  Eu não podia cozinhar seres humanos, mesmo que fossem que fosse. Mas também não poderia deixar de servir um cliente, fosse ele quem fosse. Estranhamente os pratos foram devorados e minha consciência ficou em paz com o céu e o inferno.

domingo, 17 de julho de 2011

Cadáver. - parte I

A  padaria Roselina  na rua Olímpia é tranquila e faz os pães mas gostoso e crocantes da cidade. Evaldo o dono da padaria a comprou a três anos de um proprietário com os bigodes mais longos e o olhos mais profundo que uma dia soube existir.  Olhos tão forte e dominante que ainda persiste em sua memória. E esse proprietário que não era da cidade, nem natural do país e não parecia ser natural desse mundo, lhe vendeu a padaria como uma estranha condição. Mas, fazer o que? Evaldo pagou e ficou com a padaria e tudo o que estava nela, e a padaria era proprietária de um  segredo. Um segredo que importunava Evaldo todos os dias. O proprietário ao vender a padaria, exigiu que  nunca, nunca mesmo em hipótese alguma, o balcão  de aço inox no deposito fosse retirado. Evaldo a princípio não se importou, mas toda vez que ia ao deposito e via o balcão lembrava-se da condição de nunca mover-lo. A principio, ignorava, mas com os dias e uma melodia estranha entrando em seus ouvidos, ia dando mais atenção a aquele balcão. Um dia aproximou-se e viu que era apenas um balcão de aço inox, com gavetas  também em aço, pés resistentes e aparentemente apenas um balcão. Um simples balcão de aço. Mas porque afinal esse balcão incomodava tanto, e porque tinha que estar ali.
 Dias vão, dias vem.  E Evaldo um dia não resistiu e ao aproximar do balcão  consumido por sua curiosidade em saber o porque não poderia mover aquele balcão. Botou as suas mãos sobre ele, e com esforço descomunal tentou empurra-lo.Não conseguiu. Era pesado demais alem de  suas forças. Irritado, de uma irritação que vinha de sua  esfomeada curiosidade em saber o que  porque não podia mover o balcão. Abriu todas as gavetas tentado tira-las para jogar fora mas não conseguiu, pareciam amarrada ao balcão. E foi então que com as gavetas abertas, conseguiu mover o balcão. Foi só tocar que ele se afastou levemente, sem que força alguma fosse preciso.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Leticia. Um espírito que me desejava.- parte I


Letícia!

Esse nome começou a aparecer em meus sonhos constantemente, logo depois que vi o seu nome em uma sepultura no cemitério central da cidade. Fui ao velório de um tio e ao passar por uma sepultura, senti a sua foto na lápide me olhar e olhei para ela.

E depois todas as noites eu sonhava com algo, uma aparição que nunca dizia o seu nome, mas eu sabia que se chamava  Letícia e que dominava todo o sonho. Não tinha rosto, nem se podia saber de seu corpo, mas eu experimentava a forte e extremamente forte sensação de que seu corpo me dominava.

No primeiro sonho eu me vi em um  caminho que se iniciava com uma cor verde intensa , e um força suave que me chamava para dar o primeiro passo. Lá fui eu, e a medida que essa força ia ficando forte a cor do caminho mudava. O verde intenso enfraqueceu, tornou-se suave e então o vermelho dominou, forte, intenso com o calor que a cor nos dá. 

E  como nunca antes em minha vida, eu pude sentir o aroma do vermelho. Um aroma tão dominante quanto o seu tom. E eu sabia que não podia mais desistir, eu não queria mais desistir. O vermelho , o seu tom , o seu calor, o agora o seu aroma me dominaram o corpo, e do corpo deixei entrar em minha alma. Fui dominado então e cai em seu braços.

O vermelho, era Letícia. E agora eu  lhe pertencia. E ao deixar ela me dominar, sentir as suas mãos me acariciarem, numa densa experiência de carinho, tão densas que pode experimentar um gozo tão inédito para mim, quanto o meu primeiro gozo aos 13 anos.
Acordei rapidamente, como se tive cometido o maior erro de toda a minha vida.
E cometi, ao entregar a minha alma para Letícia.

domingo, 1 de maio de 2011

A ÚLTIMA RUA.- parte-I

   



Aconteceu comigo uma história que ninguém vai acreditar.

   Quando eu cheguei ao cruzamento de duas rodovias federais na divisa de São Paulo como Paraná, um lapso de memória me tocou. Eu só me lembrava que teria que voltar para a cidade de Campinas e me lembrei também que eu era um vendedor de produtos agrícolas. E mais nada passou pela minha cabeça, meus pensamentos foram arquivados em algum lugar em minha mente em que eu não tinha acesso. 

E ali parado ao acostamento tentando saber qual rodovia tomar sentir um silêncio maior do que de costume tomar a tudo ao redor. As plantações de soja e cana e algumas matas remanescentes. Nem uma viva alma, ou um pássaro passou por mim naquele instante. 

Então entrei no carro e tomei a rodovia a minha esquerda e foi me levando até uma cidade  típica daquelas bandas. Casas simples, com imensos quintais e árvores frutíferas, tudo ao redor de uma praça com uma igreja antiga  e totalmente deserta. 

O único banco da cidade estava fechado,os correios também. Pensei que fosse domingo. E vendo a porta da igreja aberta entrei. Talvez fosse uma missa de especial, e alguém ali dentro poderia me dar alguma informação. E quando entrei, foi uma surpresa danada. 

A igreja estava vazia. Vazia sem pessoa alguma. E ainda mais sem as imagens de santos típica de uma igreja católica  E mais assustador ainda, sem a própria cruz em que Jesus Cristo crucificado sempre permanece no altar de qualquer igreja católica. Tive a certeza de estar pirado. Ficando louco e sai correndo da igreja até o meu carro. Olhei novamente ao redor e não vi uma viva alma. Nem mesmo um pássaro.

Foi quando eu fui entrar em meu carro e dar no pé daquela cidade, que vi um vulto a minha frente. Correndo de uma casa a outra. Então olhei para igreja e vi um senhor de idade na porta da igreja me olhando.

Mas que merda! Eu tinha que sair dali, mas alguma coisa mais forte do que eu me mandou parar e olhar para aquele senhor.  Eu resisti lutando com a minhas forças contra algo que parecia me dominar. Algo mais forte do que eu e vindo de fora. Essa força me sugava sem querendo me levar para algum lugar para longe daquele senhor . E essa força ia ficando mais forte e mais forte. Então como uma louco sai do carro e fui até o senhor cansado, exausto. E aquele senhor soube dessa minha luta.
- Ela está te querendo! lute. Lute.
- Ela quem!....
Ele silenciou-se, tentou me dizer algo mas o som sumiu de sua boca. E ele tentava dizer, insistia e sabia que o som havia desaparecido de sua boca.
Então me levantei.
- Como eu faço para sair dessa cidade.
- A última rua, tem que passar por ela. - A sua voz voltou.
-A última rua.  - insisti e ele disse sim. - 
- Mas o que está acontecendo aqui!
- A última rua. - insistiu Ele. 
- Mas que última rua é essa. Eu quero que o senhor venha comigo... 

Foi a última coisa que disse antes de gritar e sair correndo. Ao tocar naquele senhor a minha mão passou pelo seu corpo e com o seu olhar ele me disse que estava morto, morto como todos naquela cidade.